Unidade 3 · Nível 1 · Dívida, sem rodeios
Existe dívida tranquila?
As pessoas separam dívida em boa e má, o que interrompe o raciocínio cedo demais. Três fatos fazem o trabalho de verdade: a taxa, o prazo, e se a coisa pela qual você pegou emprestado dura mais que o empréstimo. Um financiamento imobiliário a 2% por 25 anos, numa casa onde você mora, e um saldo de cartão a 24% de um fim de semana fora não são duas versões do mesmo objeto.
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O que você vai responder
Ligue cada dívida ao formato que ela realmente tem
O financiamento imobiliário e a viagem ficam em pontas opostas dos três testes ao mesmo tempo. A maioria das dívidas cai no meio, e é ali que o julgamento é necessário.
Quais três fatos decidem se vale a pena carregar uma dívida específica?
A taxa te diz a velocidade com que ela cresce. O prazo te diz quando ela acaba. O que você comprou te diz se ainda sobra algo de valor quando o último pagamento sai.
Você pega €10.000 emprestados por um ano. A 2%, o juro é de €200. Quantos euros de juro os mesmos €10.000 custariam a 24%?
€2.400, ou seja, doze vezes o custo. Mesmo valor, mesmo ano, mesmo tomador. A taxa está fazendo tudo isso sozinha, e é por isso que a taxa é a primeira pergunta.
Uma dívida fica bem mais fácil de defender quando a coisa pela qual você pegou emprestado ___ o empréstimo que a pagou.
Uma casa continua de pé depois de 25 anos de pagamentos. Um jantar em restaurante parcelado em três anos é uma conta por algo que deixou de existir já na primeira noite.
Alguém te diz que toda dívida é ruim. Qual é a versão mais afiada dessa ideia?
Nada que você consiga ganhar de forma confiável supera 24%, então essa dívida está resolvida. Um empréstimo a 2% é uma pergunta de verdade, e não uma emergência. Pergunte a taxa, o prazo e o que sobra no fim. 🐜
O resto desta unidade
Os juros compostos funcionam nos dois sentidos, e no cartão de crédito eles funcionam contra você.