Unidade 1 · Nível 2 · Quitar ou investir?
A taxa mínima
Todo euro que sobra tem um trabalho a escolher. Ele pode abater uma dívida ou pode ser investido. Quitar uma dívida que cobra 19% economiza 19% ao ano, todo ano, sem nenhuma dúvida no meio. Esses juros economizados são um retorno. Só que ele chega na forma de uma conta que nunca vem. Então, antes de mandar dinheiro para qualquer mercado, olhe quanto sua dívida já está te pagando.
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O que você vai responder
Seu cartão cobra 19% ao ano. Você tem €1.000 sobrando e usa esse valor para zerar a fatura. O que esses €1.000 renderam?
Juros que você evita valem exatamente o mesmo que juros que você recebe. Quitar uma dívida de 19% é um retorno de 19%, e é do tipo mais raro: ninguém pode tirar de volta.
Você deve €2.000 num cartão que cobra 21% ao ano. Você quita hoje. Aproximadamente quantos juros você evita nos próximos doze meses?
€2.000 × 21% = €420. São €420 que ficam com você sem escolher um único investimento, sem precisar de um bom ano nos mercados e sem chance nenhuma de dar errado.
A taxa de juros da sua dívida é a ___ que um investimento precisa superar antes de merecer o dinheiro que te sobra.
A taxa mínima de atratividade é o retorno mais baixo que ainda vale a pena aceitar. Sua dívida mais cara define esse patamar por você. Se um investimento não tem como bater essa barra, a dívida tem prioridade.
Ligue cada dívida ao retorno anual que quitá-la te entrega
A taxa da dívida é o retorno de pagá-la. Repare como a faixa é larga. Um cartão a 22% e um empréstimo a 0% ficam em extremos opostos, mesmo com uma palavra só cobrindo os dois.
Espera-se que um fundo renda uns 7% ao ano. Sua dívida no cartão custa 19%. Onde deve ir o próximo euro que sobra?
Investir a 7% enquanto paga 19% é andar para trás 12 pontos por ano. Supere a barra primeiro. O mercado ainda vai estar lá quando o cartão estiver zerado. 🐜
O resto desta unidade
A decisão que define para onde vai cada euro que sobra, e ela depende de uma comparação que quase ninguém faz.