Unidade 2 · Nível 3 · Juros → ativos
2022: a aula magna
Em 2022 o Fed correu de mais ou menos 0% para acima de 4% em menos de um ano, e o BCE foi atrás. O S&P 500 caiu cerca de 19%, o Nasdaq cerca de 33%, os títulos agregados dos EUA algo em torno de 13% (dando ao clássico portfólio 60/40 um dos piores anos em um século) e o Bitcoin perdeu cerca de 65%. Uma causa, muitas vítimas: a taxa de desconto.
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O que você vai responder
As ações E os títulos caíram forte em 2022 porque:
Os dois são direitos sobre dinheiro futuro, então os dois respondem à taxa de desconto. Quando ela disparou, ações e títulos caíram pelo mesmo motivo mecânico.
Um portfólio 60/40 num ano estilo 2022: os 60% em ações caem 20%, os 40% em títulos caem 15%. Qual é o retorno do portfólio, em %?
0,6 × (−20%) + 0,4 × (−15%) = −12% − 6% = −18%. A parte de títulos devia amortecer a queda. Em 2022 ela se juntou à queda.
2022 quebrou a suposição confortável de que os títulos ___ quando as ações caem.
Essa correlação negativa vale nos sustos de crescimento, quando os juros são cortados. Num choque de inflação, os juros SOBEM, e os títulos caem junto com as ações.
Ligue cada ativo ao seu resultado aproximado em 2022
Repare no padrão: quanto mais longe no futuro estava o valor do ativo (tech, depois cripto), mais forte o choque de juros bateu nele.
A lição central de 2022:
Quando a inflação força os juros a subir rápido, o colchão de ações e títulos falha. É o regime, não os rótulos dos ativos, que decide se a diversificação funciona. 🐜
O resto desta unidade
As taxas de juros são a gravidade das finanças. Siga o caminho de um único número até cada ativo que você tem.