Unidade 2 · Nível 2 · Diversificação
Quando tudo cai junto
A correlação mede o quanto dois ativos se movem juntos: +1 é sincronia total, 0 é sem relação, −1 é imagem espelhada. Mas o almoço tem letras miúdas. Em 2008, ações, imóveis, commodities e títulos corporativos caíram todos juntos; só os títulos públicos de alta qualidade seguraram. Os traders têm um ditado sombrio: 'na crise, as correlações vão para um'. A diversificação ajuda mais em tempos normais e menos no exato momento em que você mais quer.
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O que você vai responder
Dois ativos têm correlação perto de +1. O que isso significa?
A correlação vai de −1 (opostos espelhados) passando por 0 (sem relação) até +1 (sincronia). Ter dois ativos em sincronia é teatro de diversificação: uma aposta, dois tickers.
Um investidor tinha 50 ações diferentes em 2008 e mesmo assim perdeu cerca de metade. Por que a variedade não o salvou?
Cinquenta ações diversificam o risco específico das empresas, mas em 2008 foi o mercado inteiro caindo. Mais ações não diluem um risco que toda ação compartilha.
Num pânico, as correlações entre ativos de risco tendem a saltar em direção a ___.
Ativos que pareciam independentes em mercados calmos de repente caem como um só. Monte seu plano para as correlações de crise, não para as de dia ensolarado.
Coloque em ordem como uma crise arrasta ativos 'sem relação' pra baixo juntos
Pânicos são sobre vendedores forçados, não sobre fundamentos. Quando todo mundo precisa de dinheiro ao mesmo tempo, até os bons ativos são jogados ao mar. É por isso que as correlações disparam justamente nos crashes.
O que de fato amorteceu as carteiras diversificadas em 2008?
Os títulos públicos seguros foram o raro ativo que subiu enquanto tudo o mais caía. Um alerta antes de você relaxar demais: no choque de inflação de 2022, até eles caíram junto com as ações. Nenhuma proteção funciona sempre. 🐜
O resto desta unidade
O único almoço grátis do mundo dos investimentos, e as letras miúdas que ninguém lê.